Quando o Amor Cura o Luto: A Jornada de Ye Li em The First Jasmine

"Uma história de superação que foge dos clichês tradicionais e mostra o crescimento real de um casal enquanto curam um ao outro."
Lançado em junho passado e estrelado por um dos meus atores queridinhos, Chen Lei, e por Bai Lu — uma atriz da qual confessadamente não sou muito fã —, The First Jasmine foi mais um daqueles doramas que, assim como Fight for Love, cumpriram meu checklist de escolha, mas me fez hesitar na última etapa: as avaliações.
Uma das críticas que mais me pegaram afirmava que o casal não dava um beijo sequer durante toda a série. Confesso que esse pequeno detalhe me fez adiar o início.
Em agosto, diante de tantos lançamentos do meu gênero favorito, não suportei esperar e caí na asneira de iniciar quatro séries em andamento: O Noivado Real (The Love Betrothal), Fora de Controle (Overdo), Flores de Poder (Blossoms of Power) e O Caminho para o Esplendor (The Road to the Splendor). Enquanto esperava pelos novos episódios, decidi dar uma chance a Glory — outra grande surpresa que eu tinha deixado para trás — e, finalmente, engatei em The First Jasmine.
Até mais ou menos o episódio 12 ou 13, confesso que assisti sem muita vontade. A história parecia não andar, soando confusa e monótona. Demorei para captar que a criadinha da protagonista não estava realmente ali e que o episódio com os macacos também não era uma lembrança real.
No entanto, a curiosidade me venceu: eu queria entender o que realmente tinha acontecido no passado dela e na Montanha Linshan. Persisti, e foi aí que a trama engrenou e passou a fazer sentido.
A história traz um emaranhado de vidas entrelaçadas por um único evento: uma conspiração para depor o príncipe herdeiro e enfraquecer seu poder militar. Essa teia não aparece logo de cara; a série começa pelas consequências e, pouco a pouco, vai apresentando e encaixando as peças do quebra-cabeça.
O romance é construído de forma madura entre duas pessoas profundamente feridas. Eles já começam o drama casados e, ao dividirem a mesma teto, vão se conhecendo, conquistando a confiança um do outro, apoiando-se e, por fim, se curando. O apoio mútuo perdura durante toda a narrativa, e o crescimento deles como casal é lindo de acompanhar.
E, já ia me esquecendo: a avaliação de que não havia um beijo sequer é completamente falsa! Houve muitos beijos, sim. A pessoa que escreveu aquilo provavelmente dormiu durante essas cenas e fez um comentário equivocado.
Outro ponto fortíssimo: adorei a ausência daquela fórmula batida onde o casal se separa no penúltimo episódio para se reencontrar anos depois. Detesto essa passagem de tempo desnecessária que a maioria dos dramas, sejam chineses ou coreanos, insiste em usar. Aqui, a narrativa fluiu com estabilidade até o fim.
Como a história gira muito em torno do trauma sofrido por Ye Li na Academia Linshan, ela vai ressoar fundo em quem já vivenciou perdas e lidou com o luto. É, sem dúvida, uma bela jornada de superação.
Recomendo que você assista de coração aberto — de preferência quando estiver em busca de algo que fuja dos clichês tradicionais.
Onde assistir: Disney+, WeTV, Viki e Fansubs.




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